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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

MENSAGEM DE DOMINGO - NOITE DO ACAMPADENTRO

TRANSFORMANDO FRACASSOS EM VITÓRIAS (PARTE 2)

Texto base: 1 Crônicas 28.1- 9

Introdução:
Uma das principais fontes do sofrimento humano é o sentimento de frustração.
Sempre que sentem uma dificuldade de alcançar o que julgam essenciais para a sua felicidade, a maioria dos seres humanos começa a cultivar a frustração e com ela a amargura, o rancor, a ansiedade. E, na seqüência, acabam por desenvolver compulsões por comida, bebida, jogo, drogas e outros paliativos nos quais buscam desesperadamente preencher o seu vazio interior.
Todos nós, em algum momento da vida, nos sentimos (ou sentiremos) frustrados. Faz parte da vida. Eu senti, você sentiu. Davi sentiu. Veja as palavras de Davi em 1Crônicas 28.2: “Era meu propósito de coração...”.
Quando Davi profere essas palavras ele não é mais um adolescente, na verdade ele está velho. As mãos firmes que balançaram a funda estão trêmulas. O pés que dançavam diante da arca agora se arrastam vagarosamente. Seus reflexos aguçados de guerreiro estão lentos. Seus cabelos estão grisalhos e a pele está sem firmeza. Mas ele não está só, na verdade uma multidão o ouve. Toda corte real: conselheiros, camareiros, copeiros, todo tipo de servos. Eles se reúnem a pedido do Rei Davi. O rei está cansado. O tempo de sua partida está próximo. Sua voz está fraca, mas todos ouvem enquanto ele fala: “Era meu propósito de coração edificar...”
Modo estranho de começar um discurso de despedida. Davi não fala do que realizou, mas o que queria fazer, mas não pode. “Era meu propósito de coração edificar uma casa de repouso para a arca da Aliança do SENHOR e para o estrado dos pés do nosso Deus, e eu tinha feito o preparo para a edificar” (v.2).


PROPÓSITOS, PLANOS, TRABALHO DURO E...
Um templo. Este era o propósito de Davi. O que ele fez por Israel, ele queria fazer pela arca – protegê-la. O que havia feito com Jerusalém, ele queria fazer com o templo – firmá-lo no Senhor. E quem melhor do que ele para fazer isso? Não foi ele, literalmente, que escreveu o livro sobre adoração? Não foi ele que recuperou a arca da aliança? O templo teria sido a “cereja do bolo”, a obra assinada por ele. Davi esperava dedicar seus últimos anos à construção de um santuário para Deus. Pelo menos, essa era sua intenção.
Ele tinha os planos, a intenção, arquitetos, construtores e desejo. Mas então porque nenhum templo? Será que Davi desanimou? Negativo. Ele continuava disposto. As pessoas resistiam? Dificilmente, pois elas doavam com generosidade. Falta de recursos? Pelo contrário, veja em 1Cr 22.3,4: “Aparelhou Davi ferro em abundância, para os pregos das folhas das portas e para as junturas, como também bronze em abundância, que nem foi pesado. Madeira de cedro sem conta, porque os sidônios e tírios a traziam a Davi, em grande quantidade”. Então o que aconteceu?
Apareceu uma conjunção. As conjunções funcionam como as luzes de um sinal de trânsito numa sentença. Algumas, como um E, são verdes. Outras, como um NO ENTANTO, são amarelos. Algumas são sinais vermelhos e da pior espécie, os chamados vermelhos ditatoriais. Estes sinais fazem a gente parar. E, Davi recebeu um sinal vermelho destes.
“Então, Davi convocou para Jerusalém todos os príncipes de Israel, os príncipes das tribos, os capitães dos turnos que serviam o rei, os capitães de mil e os de cem, os administradores de toda a fazenda e possessões do rei e de seus filhos, como também os oficiais, os poderosos e todo homem valente. Pôs-se o rei Davi em pé e disse: Ouvi-me, irmãos meus e povo meu: Era meu propósito de coração edificar uma casa de repouso para a arca da Aliança do SENHOR e para o estrado dos pés do nosso Deus, e eu tinha feito o preparo para a edificar. Porém Deus me disse: Não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra e derramaste muito sangue. E me disse: Teu filho Salomão é quem edificará a minha casa e os meus átrios” (1Cr 28.2,3,6)
O temperamento sanguinário de Davi custou-lhe o privilégio de construir o templo. Tudo o que podia dizer era: “Era meu propósito de coração edificar”. Ele dizia: Tinha oi propósito, fiz planos, trabalhei duro, MAS Deus...
Neste momento me ocorre um monte de nomes de pessoas que disseram as mesmas palavras. Deus tinha planos diferentes dos delas. Pense comigo:
- uma pessoa espera mais de 30 anos para casar, e após casar, passados 3 anos, o casal decide curtir uma viagem de férias e num acidente de trânsito um dos conjugues morre.
- Um jovem casal reforma o quarto preparando para abrigar seu primeiro filho, então a esposa sofre um aborto.
- um jovem estuda sistemática e diariamente se preparando para o vestibular, fica quase sem nenhum convívio social, a dedicação é exclusiva. Ele verifica a lista de aprovação e seu nome esta lá e as comemorações acontecem. Mas num telefone ele é avisado que seu pai morreu num enfarto repentino e agora sua mãe e irmãos mais novos dependem dele.
Tinha o propósito, fiz planos, trabalhei duro, MAS Deus...

Willem estava decidido que seria um pregador. Aos 25 anos de idade ele já sabia sua vida era para ser consagrada ao ministério. Ele fazia de tudo: vendia obras de arte, ensinava idiomas, negociava livros. Fazia de tudo para ganhar a vida, mas não era a vida que desejava. Sua vida era a igreja. Sua paixão estava voltada para as pessoas. Foi missionário na Bélgica em 1879 e lá teve sua vocação testada: uma explosão feriu inúmeros aldeões. Willem trabalhou duro passando o dia todo cuidando dos ferimentos das pessoas e a noite passava alimentando os famintos. Ele escavou as paredes da mina para ajudar no resgate.
Passado o episódio, depois de tudo limpo e sepultado os mortos, o jovem Willem ganhou um lugar especial no coração daquele povo (Borinage). A igrejinha encheu de pessoas sedentas por suas mensagens de amor, lá estava ele fazendo o que sempre sonhou. MAS...
Certo dia, numa visita de seu superior, o estilo de vida de Willem o deixou chocado. O jovem pregador usava roupas feitas de saco e vivia numa cabana simples na aldeia e doava todo seu salário para os mais necessitados. Após ser questionado e severamente advertido, o supervisor de Willem o afastou do ministério.
O jovem ficou arrasado. Afinal, ele só queria edificar uma igreja. Ele só queria fazer algo bom. Ele só queria honrar a Deus. Por que Deus não o deixava fazer esse trabalho?
Tinha o propósito, fiz planos, trabalhei duro, MAS Deus...


O “MAS DE DEUS” E A MINHA REAÇÃO
O que você faz quando os momentos da vida em que os “MAS de Deus” aparecem?
- Como Willem lidou com o MAS de Deus? Bom, antes de Willem, gostaria de ver com você como foi que Davi respondeu quando Deus mudou seus planos.
“O SENHOR, Deus de Israel, me escolheu de toda a casa de meu pai, para que eternamente fosse eu rei sobre Israel; porque a Judá escolheu por príncipe e a casa de meu pai, na casa de Judá; e entre os filhos de meu pai se agradou de mim, para me fazer rei sobre todo o Israel”. 1Cr 28.4
Quer entender melhor, reduza este parágrafo inteiro a uma frase apenas e teremos: “Quem sou eu para reclamar! Davi deixou de ser um adolescente anônimo para ser rei, de pastorear rebanhos para liderar exércitos, dormir em cavernas e freqüentar deserto para viver dentro no palácio. Ao desfrutar de um suculento bife com batatas fritas, você não reclamaria do jiló que esta faltando não é mesmo? Davi sabia que Deus o tinha abençoado ricamente e que ele tinha cumprido o que Deus lhe designou. Davi enfrentou o gigante da frustração com a funda da gratidão, com a pedra do “no entanto, o Senhor...”. Davi confiou e louvou.
Willem fez o mesmo. Não no início, na verdade ficou bem magoado e por causa disso ficou algumas semanas naquela vila, sem saber para onde voltar ou o que fazer. Certa tarde, ele viu um velho mineiro carregando uma enorme carga de carvão. Surpreso com a dor e com a perseverança daquele homem, Willem resolveu desenhar aquele momento e o fez e refez, até que conseguiu deixar o desenho do jeito que desejava. Ele não sabia, a aldeia não sabia, o mundo não sabia, mas Willem, naquele momento, descobriu seu verdadeiro chamado.
Não eram as roupas de um pastor, mas de um artista. Não era o ministério com as palavras mas o de imagens. Willem seria conhecido mais tarde como Vincent Willem van Gogh (maior expoente do pós-impressionismo).
Seu “MAS Deus” tornou-se um “NO ENTANTO, o Senhor”. Quem dirá que com o seu não ocorrerá o mesmo?
“Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará”. Salmos 37:5

MENSAGEM DE SÁBADO NO ACAMPADENTRO

TUDO MUDA, MENOS OS VALORES DE DEUS EM MIM

Texto base: 1 Coríntios 10.11-13; Mateus 24.35

INTRODUÇÃO:
Nosso mundo gira numa velocidade tremenda e com isso, muita informação é despejada em nossas mentes sem que haja tempo para que possamos refletir e decidir acertadamente quais ações devemos ter em relação aos modismos lançados quase que diariamente.
Várias conseqüências são decorrentes de nossa atitude impensadas em relação aos “novos” valores que nos são apresentados. Porém os efeitos não são quase sempre imediatamente reconhecíveis ou óbvios, mas assim como sementes plantadas produzem uma colheita inteira, nossas atitudes trarão resultados positivos ou negativos na minha vida.
Que o mundo muda e avança velozmente é fato e nada podemos fazer em relação a isso, mas a questão é: “No que eu posso mudar, sem que tal mudança afete negativamente minha relação com Deus, comigo mesmo e com meu próximo?”. Veremos com o exemplo de dois reis de Israel, Saul e Davi, que foram submetidos a mesma experiência de mudança, como devemos ou não agir em relação as mudanças e os valores de Deus para minha vida.

1. SAUL
A) SUA VIDA ANTES E DURANTE O CHAMADO PARA SER REI
Devido a exigência do povo, o Senhor selecionou um rei para Israel (1 Samuel 8). Ele escolheu Saul, um homem belo de uma família militar. Saul, que estava procurando as jumentas extraviadas de seu pai quando Samuel o ungiu, ficou perplexo (1 Samuel 9). Por causa da sua timidez ele se escondeu quando sua escolha foi anunciada publicamente (1 Samuel 10:21-22). Ele certamente não estava procurando glória pessoal.

B) O REINADO
Saul reinou bem, no princípio, mas gradualmente sua autoconfiança cresceu e sua confiança no Senhor diminuiu. Em 1 Samuel 15 o Senhor ordenou que Saul e seu exército conquistassem os amalequitas, uma nação que tinha atacado erradamente Israel séculos antes (Êxodo 17). Deus ordenou que os amalequitas fossem exterminados; nada deveria ser poupado. Em vez disso, Saul poupou o rei e os melhores animais. Agindo assim, ele pecou.
Deus disse a Samuel que fosse falar com Saul, que estava erigindo um monumento a si mesmo (1 Samuel 15:10-12). Quando Samuel se aproximou, Saul abriu a boca: “Bendito sejas tu do SENHOR; executei as palavras do SENHOR” (15:13). Ele parecia muito ansioso para assegurar a Samuel de que a ordem tinha sido cumprida. Samuel respondeu perguntando pelo som de bois mugindo e ovelhas balindo. Este era o ponto crítico. O que faria Saul quando confrontado com seu pecado? Saul defendeu-se (15:15). Ele explicou que era o povo que tinha poupado os animais. Ele raciocinou que isso era por uma boa causa: sacrificar ao Senhor. Saul, por conta de ter se tornado distante de Deus, obedeceu pela metade, e obediência pela metade e total desobediência. É duro aceitar a responsabilidade pelos próprios atos. Mas é muito melhor do que ficar se “justificando”.

C) AS CONSEQUÊNCIAS DA MUDANÇA EM SAUL
Samuel repreendeu Saul, contrastando sua primitiva humildade com a vontade própria e o orgulho que ele, então, estava demonstrando (15:16-18). Essa dura reprovação penetraria as defesas de Saul e faria com que ele se humilhasse e se arrependesse? Não, Saul endureceu seu coração. Ele reforçou suas desculpas, alegando que tinha de fato obedecido ao Senhor. Ele insistiu que não era sua culpa, uma vez que o povo é que tinha poupado os animais e que tudo, afinal, era para sacrificar. A consciência de Saul era fria e impenetrável. Mais tarde Saul recitaria a palavra “Pequei”, mas somente porque ele queria que Samuel voltasse e o honrasse diante do povo, não porque estivesse arrependido de fato.
Como resultado do coração duro de Saul (Romanos 2:5), Deus afastou Seu Espírito de Saul, e um espírito mal entrou nele. Daí em diante, a vida de Saul foi torturada e arruinada pela culpa. Ele se tornou paranóico, suspeitando de seu genro, Davi, e tramando matá-lo (Samuel 20:30-33). Ele assassinou 85 sacerdotes de Deus (1 Samuel 22) e resolveu consultar uma feiticeira (1 Samuel 28). Finalmente, ele se suicidou (1 Samuel 31). Saul demonstra o que acontece a uma pessoa que se recusa a confessar e arrepender-se do pecado. A culpa leva à insanidade, e a insanidade à morte.

2. DAVI
A) SUA VIDA ANTES E DURANTE O CHAMADO PARA SER REI (1Sm 16.1-13)
Deus havia ordenado por meio de Samuel que Saul destruísse completamente o povo amalequita por haverem atacado o povo de Israel durante o período do êxodo do Egito, no entanto Saul não destruiu o melhor dos despojos e o próprio rei Amalequita Agague. Por essa desobediência Samuel profetizou que Saul não seria mais o rei de Israel. Samuel, instruído por Deus vai secretamente até a casa de Jessé para ungir um novo rei para Israel. Apesar de Davi ser o mais novo de seus sete irmãos ele foi o escolhido por Deus para ser ungido.
A Bíblia relata que: Davi virou escudeiro do rei Saul; lutou sozinho contra Golias e venceu milagrosamente; tornou-se um líder bem sucedido do exército real; foi invejado por Saul e sofreu várias tentativas de assassinato por parte do rei, mas nunca revidou; quando Saul morre, ele governa Judá e logo em seguida toma Jerusalém e se torna rei de Israel.

B) SEU REINADO
Foi durante o reinado de Davi que Israel atingiu sua maior extensão territorial. Vários povos que habitavam ao redor de Israel perderam batalhas e guerras para o exército de Davi. Entre eles estavam: os Moabitas, Amonitas e as tribos Araméias. Todas essas conquistas levaram a um grande enriquecimento de Israel, já que os povos conquistados pagavam altos tributos.
Davi é sem dúvida o mais lembrado dos reis. Não apenas por ser o fundador de Israel, conquistador e aquele que tornou Jerusalém a capital dos judeus, mas também por seus Salmos.
Davi foi rei por 47 anos. Destes, sete apenas sobre Judá e os outros 40 sobre toda Israel. Logo antes de sua morte, Davi escolheu Salomão para ser seu sucessor. Assim, com 70 anos, morreu Davi.

C) AS CONSEQUÊNCIAS DA MUDANÇA EM DAVI
Uma das grandes virtudes de Davi foi a de não alterar sua vida e valores em Deus por causa das mudanças que sua vida passou. Vejamos algumas características de Davi que fizeram com que as mudanças não o alterassem:
1. Coração de servo. Davi nunca se queixou do laborioso e solitário pastoreio das ovelhas de seu pai. Ungido rei não hesitou em voltar ao seu trabalho habitual. Servia ao pai prazerosamente com o que sabia e mais gostava de fazer: estar com as ovelhas (1 Sm 16.19). Davi tinha um coração de servo. Deus mesmo o chamou de servo (Sl 78.70; 89.20)
2. Humildade. Davi era um homem humilde e reconhecedor de suas limitações (Sl 131; 40.12,17). Apesar de ser um soldado inigualável, um comandante corajoso, um rei exemplar, sempre atribuiu todas as suas vitórias ao Senhor dos Exércitos (Sl 40.5-10; 144.1,2)
3. Sinceridade. Davi nunca quis ser uma pessoa diferente do que realmente era. Portava-se perante o Altíssimo com o coração sincero (Sl 26.2; 38.9) Para o salmista, sinceridade e integridade são indispensáveis aos que desejam desfrutar de íntima comunhão com o Eterno (Sl 15).
4. Dependência de Deus. Davi dependia do Senhor em todos os momentos e circunstâncias da vida. Seu maior desejo era conhecer os caminhos de Deus, e para isso, punha-se sob sua direção em tudo que fazia (Sl 17.5; 18.21)
5. Coragem. A coragem de Davi era incontestável: matou um leão e um urso (1 Sm 17.34,35), apresentou-se para enfrentar o gigante Golias, lutou bravamente contra os filisteus sob o risco da própria vida. Sua evidente coragem firmava-se na autêntica fé em Deus (1 Sm 17.37; 45-47; 23.2-5)
6. Gratidão. Davi não se cansava de exaltar ao Senhor por seus maravilhosos feitos. Seus salmos estão repletos de gratidão e louvor o Todo Poderoso. Eles refletem a alegria, a satisfação e o reconhecimento por todas as bênçãos recebidas (Sl 7.1.17; 144.1,2).
7. Arrependimento. Segundo a lei mosaica, Davi cometeu dois pecados punidos com morte: adultério e assassinato premeditado (2 Sm 12.9; Ex 20.13,14). Davi arrependeu-se do que fez, pediu perdão a Deus de todo o coração e foi perdoado (2 Sm 12.13b; Sl 32.5).

CONCLUSÃO:
Nosso desejo e oração são para que vivamos os valores de Deus em qualquer tempo ou situação. E, quando formos pressionados a mudar, lembremos que Cristo nos comprou com o seu próprio sangue, e façamos a seguinte pergunta: “Em meu lugar, Jesus mudaria?”.
Não pertencemos ao mundo em que vivemos. Nós pertencemos a Cristo. Às vezes, nos envolvemos tanto com o mundo em que estamos que parecemos ser dele. Estamos nele, mas não somos dele. Nós somos de Cristo.
Há muitos senhores desejosos de nos escravizar, para que façamos a cultura girar a favor deles. No entanto, nosso compromisso é fazer a cultura girar em direção a Deus. O sentido da nossa vida é obedecer a Jesus Cristo e desfrutar da presença de Deus no tempo em que vivemos.

MENSAGEM DE SEXTA-FEIRA NO ACAMPADENTRO

EU SOU IMPORTANTE PARA DEUS

Texto base: 1 Samuel 16. 1-13

Introdução:
Você já se candidatou a uma coisa muito importante para você e aguardou por um chamado que nunca aconteceu? Você já ficou esperando alguém que você considerava muito importante retornar sua ligação e, mesmo depois de esperar muito tempo, a ligação nunca foi retornada? Caso você responda sim, então você conhece a dor de ser esquecido.
Davi também conhecia. A sua história não começa no campo de batalhas com Golias, mas sim num pequeno vilarejo chamado Belém. Samuel, o profeta-sacerdote-juiz, está obedecendo à ordem de Deus, que o mandou ungir o novo rei de Israel (v.1), na casa simples de um homem chamado Jessé.
A vida naquela época não era nada fácil, pois a Bíblia relata que cada um fazia o que queria (Jz 21.25), e isto gerava guerras, divisões, corrupção, violência e descaso com as coisa de Deus, daí o povo pediu um rei, mas ao invés de ajudar, Saul tornou as coisas piores. É neste contexto que Deus manda Samuel ungir o novo rei numa vila sossegada que era apenas um pontinho no mapa. Daí a reação do povo em relação a chegada de Samuel (vv.4,5), eles sabiam que se não fosse por um motivo muito importante, aquele homem de Deus não estaria ali, para eles ou Samuel estava ali para castigar alguém ou para se esconder. Nem uma coisa nem outra, ele estava ali para adorar a Deus e ungir o novo rei.

1. O DESFILE DA SUPERFICIALIDADE
Samuel encontra Jessé e pede que ele mostre seus filhos, pois dentre eles está o novo rei, e então começa um desfile, tipo aquelas exibições de cães de raça. Um a um dos filhos de Jessé desfilam com suas aparências e qualidades.
Eliabe (Deus é meu pai) é o primeiro, pois é o mais velho, bonito e forte, do tipo “esse é o cara”, mas Deus o rejeita. Depois vem Abinadabe (meu pai é rico), cheio de estilo e marrento, mas Deus também o reprova. Vem o terceiro irmão, Samá (espanto), o tipo gênio, aquele que causa assombro por suas competências, mas também é recusado por Deus. E assim seguindo o desfile, os sete filhos de Jessé passeiam impressionando a Samuel, mas Deus não se impressiona e lembra a Samuel de como Ele enxerga (v.7).


2. O DESCASO DAS PREFERÊNCIAS
A partir da recusa de Deus pelos “candidatos” apresentados (v.10), o desfile encerra e Samuel pergunta: “Você não tem oito filhos?”. Tal pergunta parece vir daqueles contos de fadas que líamos quando crianças, você se lembra da madrasta da Cinderela, o príncipe fez basicamente a mesma pergunta, quando ela tenta casar suas duas filhas com ele. Jessé engole a saliva e responde: “Ainda tenho o caçula, mas ele está cuidando das ovelhas” (v.11). Olhando assim não parece ter nada errado, mas vejamos alguns detalhes:
a) A palavra usada por Jessé era “qaton”, que significa: o menos importante, insignificante, aquele que não gosta de si mesmo, o tampinha que só cria problema.
b) Davi cuidava das ovelhas: este ofício era feito sempre por escravos desajeitados, seria hoje uma tarefa que ocupasse o adolescente e que não houvesse risco dele estragar nada.
c) Samuel, o profeta de Israel, está na casa de Jessé e pede uma reunião familiar e Davi fica de fora. Nem sequer é lembrado pelo pai. Jessé só fala dele quando Samuel pergunta.
É desta forma que muitas vezes somos vistos e tratados até por pessoas que amamos, e quase sempre acabamos em maltratar a nós mesmos, esquecendo de que Deus nos vê de forma muito mais intensa e profunda, e que Ele nos ama e tem planos maravilhosos para cada um de nós, mesmo que aos olhos humanos sejamos “tampinhas” desajeitados. Mas o que Deus viu em Davi para escolhê-lo como o novo rei?
Todos estamos cansados de ser tratados como ET pelo sistema superficial da sociedade, de sermos classificados de acordo com o peso, a casa em que moramos, a cor da nossa pele, a marca de nossa roupas, a quantidade de espinhas, você não está cansado deste “desfile”?

3. O AMOROSO E PROFUNDO OLHAR DE DEUS
O trabalho duro é ignorado, o caráter não é levado em consideração, a honestidade ninguém ressalta, os professores escolhem os alunos mimados ao invés dos preparados, pais exibem seus filhos preferidos e deixam os “menores” lá fora, onde as visitas não o vejam quebrar as coisa. Isso cansa, não é mesmo? Então tenho uma sugestão: Que tal parar de olhar para você assim e dar tanta importância ao que eles dizem? Dê TODA importância ao pensa o Criador a respeito de você (v.7). Deus está dizendo para cada um de nós, que se sentem peixes fora d’água, excluídos, não valorizados pela superficialidade da sociedade, que somos valiosos aos seus olhos e que Ele deseja nos usar. Veja:
- Moisés era foragido da justiça e gago, mas Deus o usou.
- Jonas fugiu de Deus e era rancoroso e teimoso, mas Deus o usou.
E a lista continua: Sansão, Jacó, Abraão, Elias etc. E Deus usou todos eles. E Davi? Deus viu um adolescente trabalhando lá no miro do mato no vilarejo de Belém, cheio de tédio e esquecido por sua família, até que ele ouve a voz de um de seus irmãos: “Ei, Davi, vem para casa, alguém que vê-lo”. Os olhos humanos viram um nanico magrelo, cheirando a ovelha entrar na sala. Deus, porém via de outra forma: “É este! Levante-se e unja-o” (v.12).
Deus viu o que ninguém viu: um coração que o buscava com sinceridade e alegria. Davi apesar de todos os seus defeitos buscava a Deus de todo o coração, e isso é o que conta para Deus. Outras pessoas medem o tamanho da cintura, o dinheiro que temos na carteira entre outras banalidades, Deus não. Ele examina o interior – o coração. E, quando Ele encontra um coração que está Nele. Ele o chama para si.

CONCLUSÃO:
Lembra da pequena Belém e do “esquecido” Davi, pois é A Bíblia dedica 66 capítulos falando de Davi, fica atrás somente de Jesus. O Novo Testamento menciona seu nome 59 vezes. Ele conquistou a cidade mais famosa do mundo – Jerusalém. Jesus, o Filho de Deus é também chamado Filho de Davi. Os maiores Salmos foram escritos por sua pena, e até hoje ele tem servido de exemplo e inspiração como rei, guerreiro, músico, poeta e matador de gigantes.
A história do adolescente Davi (neste episódio ele tinha no Maximo 17 anos) nos dá uma garantia: O nosso Deus conhece o seu coração e, por causa disso, Ele tem um lugar reservado somente para você.